Tenho DPOC. E agora?

Receber o diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) pode gerar muitas dúvidas e preocupações. A boa notícia é que, com acompanhamento adequado, tratamento individualizado e mudanças no estilo de vida, é possível controlar os sintomas, reduzir crises e manter uma vida ativa. Confira algumas informações importantes que todo paciente com DPOC deveria conhecer.

A DPOC não tem cura, mas tem tratamento

Embora as alterações pulmonares sejam permanentes, os tratamentos atuais conseguem controlar os sintomas, reduzir o risco de exacerbações e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Parar de fumar é a medida mais importante

Independentemente do tempo de tabagismo, abandonar o cigarro reduz a velocidade da progressão da doença e aumenta a expectativa de vida.

Curiosidade: após parar de fumar, a perda da função pulmonar se aproxima daquela observada em pessoas que nunca fumaram.

As "bombinhas" são suas aliadas

Os medicamentos inalatórios são a base do tratamento da DPOC.

Quando utilizados corretamente, ajudam a:

  • diminuir a falta de ar;

  • prevenir crises;

  • reduzir internações;

  • melhorar a capacidade para realizar atividades do dia a dia.

Exercício faz parte do tratamento

Muitos pacientes evitam caminhar por medo da falta de ar.

Na realidade, permanecer ativo ajuda a fortalecer a musculatura, melhora o condicionamento físico e reduz a sensação de cansaço.

Falta de ar não significa que você deve parar tudo

Aprender técnicas de respiração e realizar atividades físicas de forma orientada faz parte do tratamento e melhora a autonomia.

Vacinas são fundamentais

Pacientes com DPOC apresentam maior risco de complicações por infecções respiratórias.

Manter as vacinas atualizadas reduz a chance de exacerbações e hospitalizações.

Aprenda a reconhecer uma crise

Procure atendimento médico se ocorrer:

  • aumento importante da falta de ar;

  • piora da tosse;

  • aumento da quantidade ou mudança da cor do escarro;

  • febre;

  • redução da saturação de oxigênio.

Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores costumam ser os resultados.

A DPOC não afeta apenas os pulmões

A doença pode estar associada a:

  • doenças cardiovasculares;

  • perda de massa muscular;

  • osteoporose;

  • ansiedade e depressão;

  • perda de peso.

Por isso, o acompanhamento deve ser integral.

Nem todo paciente precisa de oxigênio

O oxigênio domiciliar é indicado apenas para pacientes com níveis persistentemente baixos de oxigênio no sangue, após avaliação médica.

É possível viver bem com DPOC

Hoje existem diversos recursos para controlar a doença.

Com acompanhamento regular, uso correto das medicações, abandono do tabagismo, atividade física e vacinação adequada, muitas pessoas mantêm uma rotina ativa por muitos anos.

Receber o diagnóstico de DPOC não significa perder a qualidade de vida. Quanto mais cedo a doença for identificada e tratada, maiores são as chances de controlar os sintomas, prevenir complicações e continuar realizando suas atividades com segurança.