Tromboembolismo Pulmonar (TEP): conheça os sinais e quando suspeitar
O que é o TEP? O tromboembolismo pulmonar, conhecido como TEP, acontece quando um coágulo de sangue (trombo), geralmente originado nas veias das pernas, se desprende e viaja até os pulmões, obstruindo uma ou mais artérias pulmonares. É uma condição potencialmente grave, mas que, quando diagnosticada e tratada precocemente, apresenta excelente chance de recuperação.
Gabriel Bocalini
5/4/20262 min read
O coágulo normalmente não nasce no pulmão
Na maioria dos casos, o trombo se forma nas veias profundas das pernas ou da pelve, quadro chamado trombose venosa profunda (TVP).
Parte desse coágulo pode se desprender e migrar pela circulação até os pulmões.
Viajar de avião aumenta o risco?
Sim, mas apenas em algumas situações.
Voos longos (principalmente acima de 4 horas), associados à imobilidade, aumentam discretamente o risco, especialmente em pessoas que já possuem fatores predisponentes.
Levantar-se durante o voo, movimentar as pernas e manter boa hidratação ajudam na prevenção.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas variam conforme o tamanho do coágulo, mas os mais comuns são:
Falta de ar de início súbito;
Dor no peito, principalmente ao respirar;
Tosse;
Tosse com sangue (hemoptise);
Batimentos cardíacos acelerados;
Desmaio nos casos mais graves.
Dor ou inchaço em apenas uma perna merece atenção
Esses podem ser sinais de trombose venosa profunda, que frequentemente antecede o TEP.
Nem toda falta de ar é ansiedade
O TEP pode ser confundido com crise de ansiedade, pneumonia, infarto ou asma.
Por isso, uma falta de ar súbita, principalmente associada à dor torácica, deve sempre ser avaliada.
Como é feito o diagnóstico?
Dependendo da suspeita clínica, o médico pode solicitar:
Angiotomografia das artérias pulmonares;
Dosagem do D-dímero;
Ultrassom Doppler das pernas;
Ecocardiograma;
Exames de sangue e eletrocardiograma.
O tratamento evoluiu muito
Na maioria dos casos, o tratamento é realizado com anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e permitem que o próprio organismo o reabsorva.
Em situações graves, podem ser indicados trombólise, trombectomia ou outros procedimentos especializados.
Quem tem maior risco?
Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver um TEP:
Cirurgias recentes;
Internações prolongadas;
Câncer;
Gravidez e pós-parto;
Uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal;
Obesidade;
Tabagismo;
Histórico de trombose;
Trombofilias.
O tratamento tem duração definida
Na maioria dos pacientes, o uso do anticoagulante varia entre 3 e 6 meses, podendo ser prolongado conforme a causa do trombo e o risco de recorrência.
É possível prevenir
Algumas medidas simples reduzem significativamente o risco:
Manter-se ativo;
Evitar longos períodos de imobilidade;
Levantar-se durante viagens;
Utilizar meias de compressão quando indicadas;
Seguir corretamente a profilaxia após cirurgias;
Controlar fatores de risco.
O tromboembolismo pulmonar é uma emergência médica, mas também uma doença com altas chances de tratamento quando reconhecida rapidamente. Falta de ar súbita, dor no peito ou sinais de trombose nas pernas nunca devem ser ignorados.
O diagnóstico precoce salva vidas.
© 2026 Dr. Gabriel Bocalini CRM-SP 211.162 RQE 126797 – Todos os direitos reservados.
