Viajar de avião e doenças pulmonares
Ter uma doença pulmonar não significa que você não possa viajar de avião. Na maioria dos casos, basta um bom planejamento e acompanhamento médico. Confira alguns fatos importantes.
Gabriel Bocalini
7/24/20262 min read
Dentro do avião existe menos oxigênio do que ao nível do mar
Embora as aeronaves sejam pressurizadas, a pressão da cabine equivale aproximadamente a uma altitude entre 1.800 e 2.400 metros.
Isso faz com que a quantidade de oxigênio disponível seja menor do que em solo.
Pessoas saudáveis quase não percebem essa diferença
Quem possui pulmões saudáveis geralmente mantém boa oxigenação durante todo o voo.
Já pacientes com doenças pulmonares podem apresentar queda mais importante da saturação.
Nem todo paciente precisa de oxigênio durante o voo
A necessidade depende de fatores como:
saturação em repouso;
função pulmonar;
doença de base;
duração da viagem.
Em alguns casos é realizado um Teste de Hipóxia em Altitude Simulada (HAST) para avaliar essa necessidade.
DPOC e fibrose pulmonar merecem atenção especial
Essas doenças podem reduzir significativamente a reserva respiratória, aumentando a chance de dessaturação durante voos prolongados.
Quem tem asma controlada normalmente pode viajar sem restrições
A recomendação é embarcar com a doença controlada e levar a bombinha de resgate sempre na bagagem de mão.
Nunca despache suas medicações
Bombinhas, comprimidos, oxigênio portátil autorizado e receitas médicas devem permanecer com o passageiro durante toda a viagem.
Caminhar durante voos longos ajuda a prevenir trombose
Levantar periodicamente, movimentar as pernas e manter boa hidratação reduz o risco de tromboembolismo venoso, principalmente em viagens superiores a quatro horas.
Fumar antes do voo piora a oxigenação
O cigarro aumenta os níveis de monóxido de carbono no sangue e reduz a capacidade de transporte de oxigênio.
Viajar após uma cirurgia pulmonar exige avaliação médica
Pacientes submetidos recentemente a procedimentos como biópsias, drenagem de tórax ou cirurgias pulmonares devem aguardar a liberação do pneumologista ou cirurgião torácico.
Um pneumotórax recente pode impedir a viagem
A expansão dos gases durante o voo pode agravar um pneumotórax ainda não resolvido.
Por isso, voar só é recomendado após resolução completa e liberação médica.
Viajar doente nem sempre é uma boa ideia
Febre, pneumonia ativa, exacerbação da DPOC ou crise de asma aumentam o risco de complicações durante o voo.
Sempre converse com seu médico antes de viajar.
Algumas companhias aéreas exigem documentação médica
Pacientes que necessitam de oxigênio suplementar podem precisar preencher formulários específicos (como o MEDIF) e solicitar autorização com antecedência.
Destinos em grandes altitudes exigem planejamento
Cidades localizadas acima de 2.500 metros de altitude, como La Paz, Cusco ou Quito, apresentam menor disponibilidade de oxigênio e podem causar mais sintomas em pessoas com doenças respiratórias.
Quando procurar um pneumologista antes da viagem?
Vale a pena realizar uma avaliação se você:
utiliza oxigênio domiciliar;
apresenta saturação abaixo de 95% em repouso;
tem DPOC moderada ou grave;
possui fibrose pulmonar;
sofreu pneumotórax recentemente;
realizou cirurgia torácica;
teve exacerbação da doença nas últimas semanas.
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